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Amnistia Internacional denuncia expulsão de beduínos pela Israel na Cisjordânia

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A Amnistia Internacional acusou Israel, nesta quarta-feira (10), de realizar uma “expulsão étnica” contra comunidades beduínas e pastorais na Cisjordânia, território sob ocupação, configurando um “crime contra a humanidade pelo deslocamento forçado”.

Em maio, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos já havia levantado acusações semelhantes de expulsão étnica.

No mais recente relatório, a organização destaca que 27 dessas comunidades foram forçadas a sair entre 2023 e 2025 ou ainda enfrentam ameaça de remoção na chamada “zona C” da Cisjordânia, que representa 60% da região e está sob administração israelense conforme os Acordos de Oslo da década de 1990.

A Amnistia aponta “incitações claras de autoridades israelenses à expansão dos assentamentos”, junto a “ações visando reduzir a presença palestina” nessa região.

A Cisjordânia integra os Territórios Palestinos e está ocupada por Israel desde 1967.

Desde o início do atual governo de Benjamin Netanyahu, no final de 2022, foram aprovados 102 novos assentamentos na Cisjordânia, segundo o grupo israelense anticolonialista Paz Agora.

Mais de 500 mil israelenses vivem na Cisjordânia (sem contar Jerusalém Oriental, anexada por Israel) em assentamentos considerados ilegais pelo direito internacional, conforme a ONU. Aproximadamente três milhões de palestinos também residem nesta área.

A violência aumentou muito após o ataque do grupo islâmico Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que iniciou o conflito na Faixa de Gaza.

Desde janeiro, há uma média de seis ataques diários por colonos, segundo o Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

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