Economia
EUA propõem nova tarifa para Brasil, UE e 58 países por uso de trabalho forçado
O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu a implementação de tarifas adicionais sobre importações provenientes do Brasil, da União Europeia e de outros 58 países devido à falta de ação eficaz contra a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado. Segundo o órgão, essa prática cria desvantagens no comércio para os Estados Unidos.
No caso do Brasil e de 54 outras nações, a nova tarifa será de 12,5%. Já países como Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e a União Europeia terão uma taxa de 10%, por tentativas de prevenir a entrada de produtos com mão de obra irregular.
A decisão foi divulgada na noite de terça-feira, dia 2, e decorre de uma investigação focada na importação de produtos ligados ao trabalho análogo à escravidão.
Empresários brasileiros já esperavam o anúncio. Se aplicada, essa tarifa se somaria a outra já imposta de 25%, anunciada um dia antes, também resultado de uma apuração sobre práticas comerciais do Brasil.
De acordo com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a entrada de mercadorias fabricadas por trabalho forçado gera uma competição desigual no comércio global para os Estados Unidos.
Países impactados pela nova tarifa:
- África do Sul
- Argélia
- Angola
- Arábia Saudita
- Argentina
- Austrália
- Bahamas
- Bahrein
- Bangladesh
- Brasil
- Camboja
- Canadá
- Catar
- Cazaquistão
- Chile
- China
- Colômbia
- Coreia do Sul
- Costa Rica
- Egito
- El Salvador
- Emirados Árabes Unidos (EAU)
- Equador
- Filipinas
- Guatemala
- Guiana
- Honduras
- Hong Kong
- Índia
- Indonésia
- Iraque
- Israel
- Japão
- Jordânia
- Kuwait
- Líbia
- Malásia
- Marrocos
- México
- Nicarágua
- Nigéria
- Noruega
- Nova Zelândia
- Omã
- Paquistão
- Peru
- Reino Unido
- República Dominicana
- Rússia
- Singapura
- Sri Lanka
- Suíça
- Tailândia
- Taiwan
- Trinidad e Tobago
- Turquia
- União Europeia
- Uruguai
- Venezuela
- Vietnã


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