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Companhias aéreas criticam plano da UE sobre atrasos

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A Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) manifestou forte crítica ao plano da União Europeia (UE) de manter as compensações previstas para passageiros que enfrentam atrasos em voos.

Atualmente, está em negociação em Bruxelas uma norma de 2004 que determina uma compensação de até 600 euros (aproximadamente R$ 3,5 mil) para atrasos superiores a três horas.

Em junho de 2025, a maioria dos 27 países-membros aprovou uma proposta para reduzir os valores das compensações. Porém, em janeiro deste ano, o Parlamento Europeu rejeitou a medida por ampla maioria, chegando a solicitar o fortalecimento dos direitos dos passageiros.

IATA, que realizou sua assembleia-geral anual no Rio de Janeiro, expressou insatisfação com a possível manutenção da regra de 2004, que, segundo o vice-presidente da IATA para a Europa, Rafael Schvartzman, já custou às companhias aéreas 8 bilhões de euros (cerca de R$ 47 bilhões) anualmente.

“O rumo foi desviado de forma significativa (…) o transporte aéreo está sendo usado como bode expiatório político”, afirmou. Ele ainda complementou que as propostas atuais são insuficientes e que, caso a reforma não traga melhorias concretas, seria melhor manter a situação atual.

A IATA descreve a norma europeia como um “Robin Hood invertido”, alegando que 99% dos passageiros na UE acabam financiando compensações para apenas 1% que sofrem atrasos.

As companhias aéreas também alegam que são pressionadas a cancelar voos para evitar que um atraso inicial gere uma cadeia de atrasos e consequentes compensações adicionais.

De acordo com o jornal francês Les Echos, um esboço de acordo com a Comissão Europeia está pronto para votação, mantendo o limite de três horas para o pagamento da compensação.

Falando sobre as perspectivas para o transporte aéreo na Europa, Schvartzman demonstrou otimismo, apontando que a próxima temporada de verão está promissora, com aumento nas reservas em relação a 2025.

Devido ao contexto geopolítico instável, espera-se que os turistas europeus optem por destinos mais próximos. Schvartzman destacou que os europeus parecem estar preferindo viajar para áreas próximas de suas residências.

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