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Hegseth pede ação da Europa contra chegada de migrantes e reforço militar
Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, fez um apelo à Europa neste sábado (6) para que enfrente o que chamou de “entrada massiva” de migrantes em suas costas e aumente os investimentos em defesa. Esse pronunciamento ocorreu poucas horas depois de ele recusar participar da cerimônia internacional que comemorava o desembarque da Normandia.
“Infelizmente, hoje diversas praias europeias estão sendo invadidas por ideologias perigosas”, declarou o chefe do Pentágono no cemitério militar americano em Colleville-sur-mer, norte da França.
Ele destacou que “barcos e pessoas chegam às praias de Espanha, Itália, Grécia e Bulgária” e questionou: “Quando as capitais europeias agirão contra essa onda? Será que já não é tarde demais?”
As declarações estão alinhadas à visão do presidente americano Donald Trump, que acredita que a migração em grande escala representa uma ameaça à cultura europeia.
O vice-presidente americano, JD Vance, também criticou na sexta-feira a resposta do governo do primeiro-ministro britânico Keir Starmer no caso do assassinato do estudante branco Henry Nowak por um homem sikh, interpretando o episódio como um sinal de declínio causado pela “invasão” de migrantes.
Relembrando a participação das tropas americanas na Segunda Guerra Mundial, Hegseth comentou: “Esperamos tirar lições daquele passado”.
Ele ressaltou a bravura dos soldados enterrados ali, dizendo que eles lutaram com coragem, criatividade e sacrifício máximo durante os desembarques aliados.
De maneira crítica, afirmou que palavras vazias ou encontros diplomáticos não bastam para a paz verdadeira.
Hegseth defendeu que os Estados Unidos liderarão os esforços, mas que os aliados europeus devem estar juntos nessa missão, lado a lado.
O governo americano, sob Trump, também criticou a Europa por sua suposta falta de participação na segurança continental, chegando a considerar a possibilidade dos EUA deixarem a Otan.
Segundo ele, “a paz só pode ser mantida com força”, embora não tenha citado diretamente os conflitos recentes envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Recordando fatos históricos, o desembarque da Normandia, em 6 de junho de 1944, foi a maior operação de ataque por mar da história mundial.
Na operação, uma frota de 6.939 navios e 132.700 soldados das forças britânicas, canadenses, americanas, belgas, norueguesas e polonesas invadiu as praias da Normandia.
Essa ofensiva teve papel crucial para a vitória dos Aliados contra a Alemanha nazista, que também sofria pressões das tropas soviéticas no leste europeu.


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