Brasil
Flávio Bolsonaro nega relação com Michelle e não vai cobrar apoio
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta quarta-feira (15) que não mantém contato com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e que não irá pressioná-la a apoiar sua candidatura.
“Não tenho relação. Espero que, em algum momento, todos entendam que o verdadeiro adversário do Brasil está do outro lado, não aqui. Isso é uma questão de bom senso e de lealdade ao nosso líder, o presidente Jair Bolsonaro. Nunca forcei para que ela se envolvesse na campanha ou para que evitasse participar. Ela vem quando quiser”, afirmou durante entrevista ao podcast Flow.
Flávio também comentou que não assistiu a um vídeo publicado por Michelle, no qual ela o acusa de tratá-la mal durante as articulações eleitorais no Ceará. “Confesso que não vi o vídeo dela. Pelo que li nas notícias, preferi não assistir para evitar influências negativas”, disse o senador.
Ele ainda ressaltou que críticas vindas de aliados da direita são sem sentido, especialmente vindas de Michelle, que é esposa de seu pai. “Sempre a respeitei. Se não fosse assim, essa situação teria sido resolvida antes”, declarou.
Dark Horse
Flávio reiterou que acreditava na conformidade legal do dono do Master, Daniel Vorcaro, durante a negociação de recursos para o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador comentou que ainda não há uma data definida para o lançamento e minimizou a possibilidade de ser em 11 de setembro, data marcada pelos ataques às Torres Gêmeas. “Não sei se essa data está confirmada, quem está cuidando disso é o deputado Mário Frias. Acho que não é provável”, afirmou.
Debates
Flávio negou rumores de que não participaria de debates com outros candidatos durante a campanha, afirmando que enfrentará qualquer adversário quando necessário.
“Minha equipe nunca divulgou nada nesse sentido. Não tenho problema algum em debater com qualquer pessoa. Nunca disse que não participaria”, garantiu.
Exploração de petróleo na Margem Equatorial
O senador defendeu a extração de petróleo na Margem Equatorial, afirmando que o processo está parado devido à falta de licenças ambientais que, segundo ele, estão sendo dificultadas por membros rigorosos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“Por que não explorar o petróleo da Margem Equatorial no Amapá? Países vizinhos como Venezuela e Guiana já exploram a mesma região. Isso não interfere em terras indígenas”, declarou. “Há uma burocracia relacionada a licenciamento ambiental. Existem pessoas no Ibama que dificultam o progresso do Brasil.”
O Ibama está analisando solicitações da Petrobras para perfurar na Margem Equatorial. Em outubro passado, foi autorizada a perfuração de um poço para estudos exploratórios. Em 2023, o órgão havia negado um pedido da estatal, sendo criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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