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Economia

Petróleo sobe levemente com esperança de paz e receio de falta

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Os preços do petróleo fecharam em uma leve alta nesta sexta-feira (22), com operadores avaliando as chances de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, juntamente com preocupações sobre possíveis faltas futuras.

O barril de Brent do Mar do Norte para julho subiu 0,94%, alcançando US$ 103,54. O barril americano West Texas Intermediate para o mesmo mês teve alta de 0,26%, fechando em US$ 96,60.

Phil Flynn, analista do The Price Futures Group, explicou à AFP que o mercado está instável com a proximidade do fim de semana e reage rapidamente a quaisquer notícias sobre um possível acordo entre os Estados Unidos e o Irã.

O comandante do Exército paquistanês, Asim Munir, viajou para Teerã nesta sexta-feira, segundo fontes de segurança do Paquistão, que atua como mediador nas negociações visando o fim do conflito entre Washington e Teerã.

Durante sua visita oficial, divulgada por fontes iranianas, o comandante terá encontros com autoridades iranianas, conforme detalhado pelos informantes.

Flynn alertou que esse processo está apenas começando, portanto, é importante evitar conclusões precipitadas.

O Irã e os Estados Unidos ainda mantêm posições muito divergentes, principalmente quanto à exigência dos EUA para que o Irã encerre completamente seu programa nuclear e entregue 400 kg de urânio enriquecido, avaliou Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management.

Analistas do Eurasia Group afirmam que o risco de escalada do conflito permanece real, apesar dos esforços diplomáticos intensificados.

Há preocupações específicas sobre possíveis ataques a infraestruturas energéticas iranianas, que poderiam aumentar significativamente a pressão sobre o fornecimento global de petróleo.

Além disso, o Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo mundial, continua bloqueado pelo Irã.

Quanto mais durar esse bloqueio, maior será a necessidade de recorrer às reservas estratégicas, destacou Barbara Lambrecht, analista do Commerzbank.

A Agência Internacional de Energia já alertou, em 13 de maio, sobre a queda significativa nos estoques de petróleo em meio à prolongação do conflito no Oriente Médio.

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