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Alcolumbre quer adiantar votação para Benedito Rodrigues no CNJ
Davi Alcolumbre, presidente do Senado e membro da União Brasil, busca uma atuação conjunta dos parlamentares para aprovar rapidamente a indicação de Benedito Gonçalves como corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com mandato previsto até 2028.
Benedito Gonçalves atua como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e seu nome foi associado a um evento envolvendo a degustação de uísque, custeado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Uma sessão anterior para votar sua indicação foi interrompida por Davi Alcolumbre ao perceber que o quórum necessário não foi alcançado, com apenas 59 dos 67 senadores presentes votando, sendo necessário o voto da maioria absoluta, ou seja, 41 senadores.
Senadores opositores sugeriram que a votação prosseguisse com os votos já registrados, mas o presidente do Senado escolheu adiar o processo.
“A posse do novo corregedor está marcada para 3 de setembro. Como temos um prazo longo, decidi cancelar a votação neste momento”, declarou Alcolumbre.
Ele pediu ainda que os parlamentares se empenhem e estejam presentes na próxima semana para que a votação possa ocorrer.
Na votação anterior de indicações, referente a Jorge Messias, advogado-geral da União, o presidente do Senado demorou cinco meses para levar o nome ao plenário, e o resultado foi a rejeição, com 42 votos contrários. Há informações de que Alcolumbre teria solicitado ao presidente Lula proteção nas investigações relacionadas ao caso Master, sugerindo que a rejeição foi uma forma de retaliação política.
Quanto à participação de Benedito Gonçalves em um evento patrocinado por um banco fechado em Londres, em abril de 2024, ele esteve presente em uma degustação de uísque Macallan, evento exclusivo e caro, estimado em R$ 3,3 milhões, organizado por Daniel Vorcaro para autoridades.
Benedito Gonçalves declarou-se impedido de julgar casos vinculados ao Banco Master no STJ.
A indicação de Benedito tem enfrentado pouca oposição. Durante sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, obtiveram-se 21 votos favoráveis contra cinco contrários. Entre os críticos à sua indicação estão os senadores Magno Malta e Eduardo Girão, enquanto Marcos do Val anunciou voto contra.
O ministro possui mais de 50 anos de serviço público, com 38 anos dedicados à magistratura. Originário de uma família humilde, estudou em escolas públicas e conquistou seus cargos por meio de concursos. Começou como inspetor de alunos no Rio de Janeiro na década de 1970, trabalhou como papiloscopista na Polícia Federal e delegado no Distrito Federal antes de ingressar na magistratura federal em 1988. Dez anos depois foi promovido a desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, chegando ao STJ em 2008, onde permanece até hoje.
O CNJ, entidade que Benedito pode assumir, é responsável por supervisionar a gestão administrativa, financeira e disciplinar do Judiciário brasileiro. Tem autoridade para investigar e punir magistrados e servidores, padronizar procedimentos e garantir a transparência e a eficiência dos tribunais em todo o país.


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